Seca deste ano pode ser mais severa e prolongada, diz Defesa Civil.

Por enquanto, cota está dentro do esperado.

Rio Acre chegou a cota de 5, 22 metros neste sábado (23) Quésia Melo/Arquivo O nível do Rio Acre, em Rio Branco, chegou a cota de 5, 22 metros neste sábado (23) e, para este período do ano, está com nível dentro do esperado, segundo informou a Defesa Civil Estadual.

A cota ainda está 2% a mais do o registrado no mesmo período do ano passado. Mas, a preocupação é em relação aos próximos meses, porque há previsão de um período de seca mais prolongado neste ano.

Além disso, a situação de pandemia do novo coronavírus pode levar ao desabastecimento de água. “Agora, a grande preocupação é que a gente tem previsão de ter uma estiagem mais rigorosa do que tivemos em 2019 e, talvez, mais prolongada porque as chuvas, no ano passado, começaram em outubro.

Neste ano, a previsão é que não comece em outubro [só um pouco mais na frente]”, informou o major Claudio Falcão. O major acrescenta que, apesar de o rio estar em uma cota esperada para esta época, a situação não é de tranquilidade “Não é uma segurança, porque em uma semana a gente pode ter um decréscimo de 1,5 metro até 2 metros, dependendo da frequência de chuvas.

E como chegou essa frente fria e, sempre que vem uma frente fria, ela traz a ameaça de ausência de chuva para nós ainda maior”, explicou. A previsão é de que já no início do mês de junho as chuvas possam cessar definitivamente, o que pode fazer o nível do rio Acre baixar de forma brusca.

Falcão diz que quando tiver abaixo de 3 metros ele só conta com o volume de água das nascentes e dificulta a instalação das bombas de captação. “Este ano vamos ter um agravamento com o novo coronavírus com a seca e queimadas.

Vem o desabastecimento, porque aumenta o consumo de água, as pessoas estando em casa e tem o desperdício também.

Além disso, há a altura das bombas de captação e que acaba gerando o desabastecimento.

Quem tem poço também tem dificuldade por causa do lençol freático.

Então, é um conjunto de coisas que pode agravar a situação em 2020 por conta da Covid-19”, acrescentou Falcão. Os riscos de uma estiagem mais prolongada são falta de água, aumento da temperatura e poluição por causa das queimadas.