O diabo está entediado e infeliz em comandar o inferno, por isso, resolveu tirar férias em Los Angeles, onde dá início a uma casa noturna e se envolve com a polícia da cidade para resolver casos de homicídio e punir os responsáveis.

Esta é a sinopse de Lucifer, série de TV que chega a sua quinta temporada na Netflix.

O seriado é estrelado pelo ator Tom Ellis, no papel de Lucifer Samael Morningstar, e demonstra como a gigante do streaming tem investido em temas ocultistas e satânicos em suas produções.

Talvez, produções como Tide Lands, Stranger Things, O mundo sombrio de Sabrina, Shadowhunters e A Ordem, sejam uma resposta da empresa e de seus algoritmos às buscas dos telespectadores na plataforma.

Ao Gospel Prime, o pastor e doutorando em teologia Armando Taranto Neto diz que tudo isso é uma preparação para a manifestação do Anticristo.

“Nada mais eficaz do que ‘doutrinar’ os incautos com filmes e séries de tv com temas ocultistas”, afirma.

Taranto afirma que um dos motivos do sucesso de produções com essa temática está no “mesmo desejo ensandecido que levou Adão e Eva a comerem do fruto proibido”.

“O conhecimento do ‘oculto’ e do desconhecido desperta a ideia de poder, exaltação e supremacia”, diz.

“Uma vez que não existe a presença do Espírito Santo nestas vidas, não haverá também o discernimento daquilo que possa ser abominável ou vergonhoso.

Os escravizados do diabo, através das tentações, optarão pelo pecado e a condenação”, enfatiza.

Diabo bom?Tom Ellis interpretando Lucifer (Reprodução)“A maior estratégia em uma batalha é a simulação”, explica.

“Sabendo que o tempo do fim se aproxima, nada mais convincente do que desconstruir a ideia de que o diabo seja aquele ser nefasto mencionado na Bíblia”, completa.

Ele cita a Bíblia e lembra que o diabo “foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele”.

“Ora, se não há verdade nele, então ele permanece no erro, na mentira e no mal”, enfatiza.

“Qualquer tentativa de se tentar imputar ‘bondade’ àquele que sabidamente é o pai da mentira é ser conivente com o mal”, alerta.

“A natureza de satanás é terrivelmente perversa, ou seja, muito mais do que apenas uma manifestação exteriorizada, ainda que ‘aparentemente benevolente’, ele é substancialmente e essencialmente maligno, ainda que tentem dar-lhe um verniz contrário”, complemente.

O cristão deveria assistir?“Todo cristão deve possuir um critério para usar de sua liberdade sem que esta traga dano a si ou ao próximo”, ensina.

“Se eu sei que a temática de uma série, filme, programa ou site vai contra as verdades estabelecidas nas Santas Escrituras, ou entenda que aquele conteúdo não trará edificação, nem acrescentará em minha vida, devo descartar.

Senão incorrerei em pecado sim.

”, pondera.

O teólogo cita o Salmos 101:3 que nos ensina a não colocar “diante dos meus olhos nada que seja pernicioso” e Filipenses 4:8 que nos incentiva a pensar em tudo que for “verdadeiro, nobre, correto, puro, amável e de boa fama”.

Conclui afirmando que “quem tornou-se morada do Espírito Santo possui discernimento e espiritual.

Todas as vezes que alguma situação se põe diante de nossos olhos imediatamente teremos um ‘aviso’ se aquilo que vemos tem origem em Deus ou não, isto é uma condição que foge ao nosso controle, é uma dádiva de Deus”.