O regime comunista chinês aprovou recentemente uma lei de segurança nacional que impõe restrições para manifestações em Hong Kong e usará essa lei para perseguir, prender e extraditar pastores e opositores.

A lei permite enquadrar como atividade “subversiva e secessionista” qualquer ato contrário ao regime totalitário.

A China tem se movimentado para enquadrar ativistas pró-democracia na nova lei, incluindo pastores e líderes religiosos, que passam a sofrer o risco de extradição para dentro do país comunista caso participem dos atos populares que criticam a ditadura chinesa.

No esboço aprovado para novas leis, a China prevê quatro níveis de crimes em Hong Kong, incluindo sucessão, subversão do poder do Estado, atividades terroristas locais e colaboração com forças estrangeiras externas ou externas para pôr em risco a segurança nacional.

“De acordo com essas leis, clérigos de Hong Kong que apoiaram o movimento democrático de Hong Kong, como o cardeal Joseph Zen e o bispo auxiliar Joseph Ha Chi-shing, podem ser extraditados para a China continental para serem julgados, já que Pequim os considera ameaças.

ao regime”, afirmou em um comunicado o International Christian Concern (ICC), órgão de vigilância cristão sediado nos EUA.

Para o pastor Alan Keung, 28 anos, que atuou durante manifestações em Hong Kong, promovendo atendimento com médico voluntário e oferecendo oração e cuidados espirituais aos feridos, a participação dos líderes evangélicos é fundamental neste momento de convulsão social.

“Eu não sou alguém que simplesmente fica na igreja e fala sobre humanidade, justiça e moralidade, e ignora o que está acontecendo na linha de frente”, disse ele à Reuters.

“Não é isso que eu quero fazer.

Quero mostrar minha companhia na linha de frente e estar na multidão quando for necessário.

”Nos últimos meses as manifestações pró-democracia ganharam força em Hong Kong, levando o regime chinês a tentar influenciar na questão e silenciar os opositores.

O governo chinês está tentando aplicar o Artigo 23 da Lei Básica, que diz que Hong Kong “promulgará leis por si só para proibir qualquer ato de traição, secessão, sedição ou subversão contra o Governo Popular Central”.

A onda de protestos aumentou com a ameaça de promulgação da nova lei, mas líderes do Partido Comunista da China dizem que as leis serão aplicadas em breve, permitindo a criação de milícias policiais ligadas ao partido para fiscalizar os cidadãos de Hong Kong, além da adoção de espiões comunistas na região.