Medidas valem por 14 dias.

Em 1º de junho, governo anunciou plano regionalizado das ações, passando para prefeituras a responsabilidade de decidir pelas restrições.

Atividades de museus foram suspensas Anaísa Catucci/ G1 SC Um novo decreto com medidas de restrições para prevenção da transmissão do novo coronavírus foi feito nesta segunda-feira (13), anunciou o governo do estado.

De acordo com o documento, ficam proibidos pelos próximos 14 dias eventos e competições esportivas organizados pela Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte) ou pela iniciativa privada.

Também ficam suspensas atividades de cinemas, teatros, casas noturnas e museus.

Além disso, foi proibida a realização de eventos, shows e outros espetáculos que gerem reunião de público. O documento foi assinado pelo governador Carlos Moisés e será publicado no Diário Oficial do Estado.

Em 1º de junho, o governo de Santa Catarina anunciou um plano regionalizado das ações, passando para as prefeituras a responsabilidade de decidir pelas restrições de combate ao coronavírus. Ainda em junho, o transporte coletivo voltou a circular em todas as cidades.

No dia 12 daquele mês, eram pouco mais de 13 mil casos e o número de mortes subiu de 191 para 517. A medida anunciada nesta segunda tem por objetivo achatar a curva de contágio no estado para evitar um colapso do sistema hospitalar, de acordo com o governador.

A taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Santa Catarina é de 71,7%, conforme o boletim divulgado na noite desta segunda.

O estado tem 43.815 mil casos confirmados e 517 mortes. O secretário de Estado da Saúde, André Motta, disse que os prefeitos continuam podendo tomar medidas mais restritivas caso considerem necessário. Alerta de especialistas Especialistas reforçam necessidade de isolamento para frear avanço da doença.

“O governo estadual precisa considerar fortemente a possibilidade de adotar novas medidas de distanciamento, mas engajar a população para que as pessoas compreendam a importância de ficar em casa para controlar o aumento do número de óbitos, casos, e não pressionar o sistema de saúde”, afirmou o especialista em saúde pública da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Fabrício Menegon. A previsão de aumento na taxa de transmissão do vírus apontada nos modelos epidemiológicos está se confirmando e, segundo os estudiosos da área, ainda deve crescer, como aponta Lauro Mattei, professor e coordenador do Núcleo de Estudos da Economia Catarinense (Necat) da UFSC, que desde abril analisa os dados da pandemia em Santa Catarina. "Está longe ainda, infelizmente, muito longe ainda de chegar no platô de todas as microrregiões do estado e a partir daí dizer que há uma estabilidade no processo de contaminação", disse o pesquisador. Para ele, a situação de agravou com as flexibilizações em se continuarem com ações regionalizadas, sem unificar, a situação vai demorar mais tempo para ser controlada no estado. “Estamos diante de dois cenários: um de deixar como está e ter dificuldade de agir conjuntamente, isso levaria dois três meses, ou então uma atitude mais drástica dialogada com a população, se a gente quiser em agosto, mais tardar em setembro, a maior parte das redes de transmissão estejam controladas”, diz Mattei. Initial plugin text Veja mais notícias do estado no G1 SC