Estado enfrenta escassez no fornecimentos de remédios usados na terapia intensiva.

Sapucaia do Sul tem quase 500 casos da doença.

Hospitais enfrentam escassez de medicamentos Reprodução/RBS TV O Hospital Getúlio Vargas, em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, suspendeu nesta segunda-feira (13) as interações nos leitos de UTI e leitos para AVC (Acidente Vascular Cerebral) devido à superlotação e à escassez de medicamentos para intubação.

A medida é válida por tempo indeterminado. A administração do Hospital Getúlio Vargas informou que estão em falta o sedativo midazolan e a noradrenalina.

O hospital tem 17 leitos de UTI adulto.

Nesta segunda, todos estavam ocupados, dos quais 16 por pacientes em ventilação mecânica e com uso de respiradores.

Sapucaia tem, até o levantamento mais recente, 486 casos confirmados de coronavírus e 14 óbitos, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde.

Cidades tomaram decisões semelhantes Outros hospitais do estado já tiveram que bloquear leitos em função da falta de remédios.

Em Canoas, por exemplo, a prefeitura foi buscar nas clínicas veterinárias estoques de medicamentos que poderiam ser usados nas internações.

O Nossa Senhora das Graças e o Hospital Universitário, também de Canoas, estimam em cinco dias a duração dos estoques atuais.

Os três hospitais da Unimed Vale do Sinos estão com estoque para 15 dias, e já adotam medidas como restrição parcial de procedimentos eletivos.

O estado firmou parceria com Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV/RS) para o repasse de remédios excedentes.

E também orientou os hospitais que cancelassem cirurgias e procedimentos eletivos, em uma medida para economizar os medicamentos. Em Rio Grande, a solução foi adquirir os medicamentos no Uruguai.

Em Porto Alegre, alguns hospitais relatam preocupação com os estoques, caso do São Lucas da PUCRS, que informa estar monitorando diariamente as quantidades de remédios disponíveis.

A Santa Casa e o Hospital Dom João Becker, de Gravataí, afirmam que há risco de falta de fornecimento por parte da indústria nos próximos dias.

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