De acordo com os números, foram 1.809 notificações e 60 vítimas do novo coronavírus.

Veja o levantamento completo.

Uma cientista pesquisa uma vacina para o novo coronavírus (Covid-19) em um laboratório Bing Guan/Reuters/Arquivo O mês de julho contabilizou o maior número de novos casos confirmados, suspeitos e de mortes por Covid-19 em Juiz de Fora.

A informação é de um levantamento realizado pelo G1 por meio dos dados do Boletim Municipal da Prefeitura. De acordo com os números, foram 1.809 notificações positivas, 5.104 em investigação e 60 vítimas do novo coronavírus.

Veja abaixo o levantamento completo.

O G1 também conversou com a gerente do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental (Dvea), Cecília Kosmann, que falou sobre a situação da cidade.

Casos confirmados A Prefeitura de Juiz de Fora começou a divulgar os dados no dia 26 de março.

Até o dia 31 do mesmo mês, a cidade teve 31 casos confirmados.

Já entre os dias 1º e 30 de abril, foram 148.

Em maio, o Executivo contabilizou 436. Já em junho, 1.115 notificações positivas por Covid-19.

Em julho, o município registrou 1.809 infectados.

O maior número desde o início da pandemia.

Nesta sexta-feira (31), a cidade contabiliza, ao todo, 3.539 casos confirmados.

Confira abaixo o gráfico com mais detalhes. Casos suspeitos Em relação aos casos suspeitos, julho também teve a maior quantidade, foram 5.104 em 31 dias.

O menor registro ocorreu em março, no início da pandemia do novo coronavírus.

Nesta sexta, Juiz de Fora tem 13.132 notificações em investigação.

Veja abaixo o gráfico com outros números.

Mortes Em relação aos óbitos por Covid-19, o município tem, nesta sexta-feira, 116.

A maioria das mortes também ocorreu em julho, foram 60.

Já em maio, a cidade teve 30 vítimas; o segundo mês com mais registros.

Confira abaixo o gráfico com mais dados. *O levantamento de óbitos foi contabilizado através da data da morte das vítimas. Situação Até nesta sexta-feira, Juiz de Fora confirmou 3.539 casos da Covid-19.

Em uma nota técnica divulgada pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), na segunda quinzena de julho, apresentava a possibilidade da cidade ultrapassar cinco mil notificações neste mês em um cenário mais pessimista.

Segundo o pesquisador Rodrigo Weber, membro do Programa de Pós-graduação em Modelagem Computacional e um dos autores do estudo, o município ficou dentro do intervalo de confiança do cenário otimista, que projetava quatro mil casos até o último dia 28. Para ficar dentro do cenário pessimista, a taxa de isolamento da cidade teria que cair pela metade.

"Há 15 dias o isolamento estava em 50%.

No pior quadro esse índice cairia pela metade, chegando a 25%.

Percebemos que ficamos longe desse cenário nessas duas semanas", explicou Weber em uma nota divulgada pela Prefeitura. Conforme a gerente do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental (Dvea), Cecília Kosmann, a projeção pessimista seria se o distanciamento social tivesse em 25%.

"Isso mostra que o isolamento é a forma mais eficaz.

Estamos longe de 70%, que é o ideal, mas quem pode se isolar, está conseguindo ajudar a frear a disseminação da doença". Sobre a quantidade de casos suspeitos, Kosmann afirmou que "esse número deve ser bem maior porque tem pessoas que podem estar assintomáticas.

Entretanto, já era esperado.

E pelo que a gente pode ver, está seguindo outras cidades". Para os próximos meses, a gerente explicou que é difícil prever.

"É uma doença muito dinâmica.

De uma semana para outra pode ocorrer uma explosão de casos", finalizou. Initial plugin text